Um veto ao CQC?

Recentemente li uma notícia que dizia que a Câmara dos Deputados quer proibir matérias feitas pelos integrantes do programa CQC alegando que os mesmos criam situações que constragem os parlamentares. Me desculpe, mas eu tive que rir ao ler um absurdo desses.

Se, hoje em dia, veicular a verdade é uma forma de causar constragimento, estou desatualizada.

Até onde chega a hipocrisia destes atuantes da Câmara?

Tenha dó! Eu assisti ao programa de comemoração pela centésima edição do programa CQC (o qual sou fã) onde foi passada uma matéria, feita pela jornalista Mônica Iozi, em que era passada uma lista com uma proposta fictícia que visava a inserção, como item obrigatório, de nada mais, nada menos do que: 1 litro de cachaça na cesta básica do trabalhador brasileiro.

E o que aconteceu foi o seguinte: esse tipo de lista, denominada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) era passada para os políticos, que circulavam pelos corredores da Casa, e uma moça, contratada pelo CQC, recolhia assinaturas de aprovação para a tal proposta de acréscimo da cachaça.

A cada vez que um deputado assinava a PEC, Mônica Iozi ia a seu encontro para perguntar do que se tratava o documento.
E o mais curioso foi que nenhum dos deputados abordados sabia responder qual era a proposta que eles aprovaram ao registrar assinatura. O que nos leva a entender que, nossos “queridos” deputados assinam documentos de PEC sem nem saber qual ideia que nela é sugerida.

Ainda, nesta mesma matéria, o deputado Nelson Trad (PMDB) agrediu a equipe do CQC no momento em que a integrante do programa, Mônica Iozi, tentou lhe fazer uma pergunta. O “engraçado” foi que o deputado cometeu a agressão antes mesmo de ouvir a pergunta; Ouvia-se a Mônica dizer: “Deputado, o senhor não pode fazer isso”, e com cara de “Sérgio Moraes” – aquela cara de quem está se lixando, sabe? – o deputado deu de ombros, virando-se para trás e dizendo: “Foda-se.”

É isso mesmo, senhoras e senhores. Estes são os tais que elegemos para – na teoria – o benefício da nossa sociedade.
Estes mesmos que, de cara lavada, têm a petulância de fazer uma alegação totalmente sem fundamento: Se sentem constrangidos por ser veiculada a cara de pau deles? Só pode ser isso.

Sempre me disseram uma frase, que é muito verdadeira: quem não deve, não teme.
Se não tem nada a esconder, pra qual finalidade proibir?
Adotar medidas para preservar a imagem dos deputados?
Chega a ser engraçado falar em preservação de imagem quando se trata de política.

Se prepara que essa daqui é fatal:

O presidente interino da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), diz querer tomar providências em relação ao quadro do programa CQC.
Mas não comentou nada referente a tomar alguma providência em relação aos deputados que assinaram documentos sem saber o seu propósito.

Em qual planeta que é cabível uma coisa dessas?

Por mim, e acredito também que por muitos, o CQC deve continuar a fazer o que faz: mostrar para o brasileiro o que acontece de verdade neste país. E cada vez mais vemos que, hoje, quem deveria estar atrás das grades, está faturando milhões em cima do dinheiro público.

E mais um ano de eleições está por vir…
Vamos lá, povo brasileiro, vambora ao menos tentar selecionar, de todo os males, o que nos parecer um pouco menor.

Uma resposta para “Um veto ao CQC?

  1. Henrique Aquino

    Realmente é um absurdo a palhaçada que é o Congresso Nacional e esse bando de politiqueiros. Não foi a toa que o Tiririca foi o Deputado Federal mais votado nestas eleições… Quando será que o povo brasileiro vai acordar?

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