Uma parte de mim…

Enquanto pensava em formas e formas de traduzir todas as coisas que venho sentindo, percebi que não é preciso selecionar palavras a dedo e que nem é preciso tentar encaixá-las, perfeitamente no meu texto, de modo que venham a rimar ou que me façam parecer alguma intelectual metida, forçando todo um gramaticalismo.
No entanto, é claro, não vou usar e abusar de gírias, muito menos direi “pode crer, é isso aí” ao final do meu enredo. Mas não custa nada facilitar, né?
Andei pensando bastante em muitos momentos que passei na vida, talvez nada de impactante ainda, pois afinal, tenho apenas 20 anos. Porém, muitas coisas que vivi, marcaram minha vida de algumas formas.
Acabei criando uma visão analítica que antes não tinha.
Passei a observar coisas e pessoas de uma forma diferente.
Como se eu medisse até que parte do terreno é seguro pisar.
E a criação desta visão se deu pelo fato de, por não possuí-la antes, ter me ferrado bastante. (Ok, uma gíriazinha até cai bem.)
Claro, não virei uma expert em análises e muito menos passei a ver através dos outros, mas, com certeza, adquiri uma sensibilidade maior. Aquela sensibilidade que passamos a ter quando parte de nós se feriu alguma vez. Uma auto-defesa, digamos assim.
Pois é. Um escudo contra os invasores.
Lembra aquele menino (ou menina, se você for homem) que te fez voar? Sim, te fez voar mesmo. Aquele (a) em que você se perdeu sentindo o aroma do perfume e que se pegou pensando durante aquela aula chata, esboçando aquele sorrisinho bobo. Lembra? Pois então. Ele (a) te magoou. Não foi? E aí? – “Não posso viver sem ele (a)”, você chorou. – Mas e pra qual finalidade?
Normalmente, as pessoas nos dizem que é porque existe alguém melhor, feito sob medida pra nós e que precisamos esperar.
Bom… Paciência!
Essas coisas acontecem, sim. E as pessoas sempre se iludem com o tal conselho do “alguém melhor que está por vir”, pois a cada pessoa que aparece, que nos faça sentir algo diferente, passamos a pensar “é ele (a)” e despejamos todas nossas esperanças no indivíduo. E se não der certo? Pronto, fim da várzea. E, realmente, ninguém merece! (Certo, agora foram duas.)
E, de tanto isso acontecer, com o tempo vamos alimentando nosso coração com um mal chamado “insegurança”.
Aí, você me pergunta se eu aprendi com isso…
E eu digo que talvez sim…
Confesso que, depois de certos episódios, minha tranquilidade, já não é a mesma. Há sempre uma preocupação, sempre uma desconfiança.
Por mais que eu não admita.
Mas sabe que, de acordo com a maneira que eu penso, é claro, isso não é assim tão mal.
A insegurança te faz dar passos leves e curtos…
Nem sempre é bom jogar tudo para o alto e correr pro abraço. Mas existem casos e casos…
Hoje, pela primeira vez, senti que nunca amei alguém de verdade. Enquanto todos os meus amigos namoram, eu me vejo em casa nos fins-de-semana, presa à uma rotina que me desgasta.
Mas nem por isso sou infeliz.
Acredito na felicidade que existe dentro de mim e sei que a encontro todos os dias nas pessoas que eu amo incondicionalmente e nas coisas que amo fazer.
Na música, nos meus amigos, em tudo o que escrevo, enfim…
De uma forma ou outra, a vida nos mostra que ela não é brincadeira e que se não aproveitarmos de verdade, verdadeira, cada simples minuto que passa, pode ser tarde pra voltar atrás.
“Curta a vida porque a vida é curta” é uma frase tão clichê quanto verdadeira. Pessoas no mundo inteiro, falam sobre aproveitar a vida e curtir cada momento, mas, na maioria das vezes, suas palavras saem da boca e voam com o vento, pra longe… Bem longe…
Na minha opinião, não vale a pena ser mais um a fazer altos discursos sem saber a profunda veracidade de cada palavra que diz, como se fosse um discurso político.
Na minha opinião, acredito que devemos ser quem somos e nos esforçarmos para que, com dignidade, possamos vir a ser quem devemos ser: uma pessoa de bem…
Sendo assim, a felicidade nunca estará muito longe…

Mas enfim, só para concluir: Você já sorriu hoje?🙂

Para pensar: Vale a pena seguir a tendência ou devo ser apenas quem eu sou?

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