you were my best until you decide to throw it on the past

Um dia você passa a perceber que daquilo que se vive, tudo se jura eterno, porém, de tantos juramentos, hoje o que te resta?
A gente passa a vida ouvindo tantas juras de eternidade, acreditando, de fato, que seja tudo de verdade; pra depois chorar sozinho, em um canto, odiando ter tido tamanha ingenuidade. E é aí que me pergunto: por que nos sentimos (idiotas) culpados por acreditar? Que culpa temos nós por nos deixarmos levar?
As pessoas não vêm com um “não confie em mim” carimbado na testa. Se viessem e mesmo assim confiássemos, então, na nossa testa, já devera haver, também carimbado, algo como: “eu sou idiota”.
Eu lembro que, certa vez, tinha um amigo de família que eu adorava muito. Sempre dormia aqui em casa e conversávamos bastante sobre tantas coisas. Jogávamos video game, íamos ao shopping. Numa dessas foi que ele me deu de presente o meu primeiro CD, do meu primeiro ídolo de infância. Ele me dava aulas de teatro, minhas amigas o achavam lindo, era perfeito…
Porém, um dia, ele e meu pai brigaram por coisas que, até hoje, não entendo bem. Ele parou de frequentar minha casa e, aos poucos, fui vendo que tudo o que ele dizia ser verdade, eram mentiras. Foi então que, aos 12 anos, tive minha primeira decepção.
A pior fase do crescimento é aquela que começa a te mostrar que a vida não é mais uma brincadeira; que é preciso ter seriedade; que no mundo, quase ninguém, é confiável. É difícil! Você se vê saindo de um mundo, onde tudo parecia ser perfeito, e entrando em outro onde é preciso ter cuidado até mesmo com o chão que você pisa. Começa a notar que nem mesmo os seus pais são perfeitos como pareciam. Afinal, são humanos…
E aí que geramos um bloqueio emocional que é definido como: insegurança.
A insegurança é como uma pequena prisão: seu coração fica preso até que, um dia, alguém pague a fiança. E ficamos ali, firmes, aguentando no osso todos os sapos que tivemos de engolir. Mas existe uma coisa que nunca devemos esquecer: mesmo que tenhamos perdido aquela inocência de criança, não significa que tenhamos que perder a esperança. O mundo é gigantesco e dá muitas voltas. Um dia, cedo ou tarde, aparece alguém que liberte o seu coração dessa prisão. As pessoas podem até roubar a sua capacidade de, nelas próprias, confiar. Mas nunca, ninguém pode tirar de você o direito de sonhar e acreditar que, em uma hora qualquer, tudo pode melhorar.

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